<font color=0094E0>O socialismo é a alternativa</font>
Perante a análise feita nas Teses ao desenvolvimento do capitalismo, impõe-se uma questão central: «Que alternativa?». «É cada vez mais claro que o capitalismo não é alternativa. O capitalismo não é nem será o fim da história da humanidade», reafirmou, em Lisboa, Jerónimo de Sousa. A resposta não podia ser outra: o socialismo.
Ao abordar o terceiro capítulo das Teses, «Luta de massas e a acção do PCP», Jerónimo de Sousa lembrou que, no quadro do XVII Congresso, abundaram teses da «ineficácia da luta de massas», da «desvalorização da luta sindical», dos «próprios sindicatos de classe» e, consequentemente, de «um Partido de classe». Mas o Partido e o movimento sindical, a partir de problemas concretos, mobilizaram e organizaram a luta, vencendo o conformismo, valorizou o dirigente comunista.
Já sobre o quarto capítulo, «O Partido», o Secretário-geral do PCP realçou os avanços alcançados na organização partidária: as 21 reuniões do Comité Central; a campanha de contactos, onde foram apurados 59 mil militantes; as 630 assembleias de organização; o recrutamento de sete mil novos militantes; a responsabilização, só em 2006, de mais de 1400 quadros, 712 dos quais com menos de 35 anos.
No plano das debilidades, o Secretário-geral do PCP destacou a situação financeira. «A questão da independência, da autonomia de um Partido revolucionário, de um Partido de classe, só é possível com os meios materiais próprios, permitindo levar por diante as tarefas nacionais e internacionais que se colocam ao nosso Partido».
Não simplificar o que é complexo
Domingo, na Baixa da Banheira, a encerrar o plenário regional de quadros, o Secretário-geral do PCP realçou a importância das três batalhas eleitorais que se aproximam. A CDU, reafirmou, é a «coligação que temos e faremos» com o PEV e com a ID, com a participação de «milhares de independentes». A coligação está já assumida para as eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores e para o Parlamento Europeu. E, adiantou, «com certeza, com o acordo dos nossos amigos, se confirmará para as legislativas e autárquicas de 2009».
Para o Secretário-geral do PCP, outra «questão relevante» desenvolvida nas Teses é a alternativa de esquerda e as condições para a sua construção. Acerca disto, afirmou ser necessário «considerar o conjunto de teses como um todo, de não simplificar o que é complexo». Pois «isolar uma tese de outras conduz inevitavelmente à distorção do que é proposto».
Em primeiro lugar, a matriz e ponto de partida é o «nosso Programa de uma democracia avançada que o Comité Central considerou não alterar». Em segundo, prosseguiu, «não há alternativa sólida sem o reforço do PCP». Em terceiro lugar, «não se pode encetar o caminho da alternativa sem a ruptura com esta política de desastre».
Face a isto, há que reconhecer «que forças sociais e políticas se identificam com esta necessidade premente». Tal identificação, garante, «é que conduz à convergência e, a partir daí, realizar não um acto mas encetar um processo de construção da alternativa de esquerda». Confessando não existir o «desenho a régua e esquadro», deixou uma convicção: «a alternativa estará tanto mais próxima e será tanto mais possível se existir o reforço político, social e eleitoral do PCP.»
Para quem «está à espera do Congresso do Partido», Jerónimo de Sousa afirmou: «não esperem! Lutem contra esta política.» Porque a ruptura e a convergência «vai-se fazendo na luta concreta».
Ao abordar o terceiro capítulo das Teses, «Luta de massas e a acção do PCP», Jerónimo de Sousa lembrou que, no quadro do XVII Congresso, abundaram teses da «ineficácia da luta de massas», da «desvalorização da luta sindical», dos «próprios sindicatos de classe» e, consequentemente, de «um Partido de classe». Mas o Partido e o movimento sindical, a partir de problemas concretos, mobilizaram e organizaram a luta, vencendo o conformismo, valorizou o dirigente comunista.
Já sobre o quarto capítulo, «O Partido», o Secretário-geral do PCP realçou os avanços alcançados na organização partidária: as 21 reuniões do Comité Central; a campanha de contactos, onde foram apurados 59 mil militantes; as 630 assembleias de organização; o recrutamento de sete mil novos militantes; a responsabilização, só em 2006, de mais de 1400 quadros, 712 dos quais com menos de 35 anos.
No plano das debilidades, o Secretário-geral do PCP destacou a situação financeira. «A questão da independência, da autonomia de um Partido revolucionário, de um Partido de classe, só é possível com os meios materiais próprios, permitindo levar por diante as tarefas nacionais e internacionais que se colocam ao nosso Partido».
Não simplificar o que é complexo
Domingo, na Baixa da Banheira, a encerrar o plenário regional de quadros, o Secretário-geral do PCP realçou a importância das três batalhas eleitorais que se aproximam. A CDU, reafirmou, é a «coligação que temos e faremos» com o PEV e com a ID, com a participação de «milhares de independentes». A coligação está já assumida para as eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores e para o Parlamento Europeu. E, adiantou, «com certeza, com o acordo dos nossos amigos, se confirmará para as legislativas e autárquicas de 2009».
Para o Secretário-geral do PCP, outra «questão relevante» desenvolvida nas Teses é a alternativa de esquerda e as condições para a sua construção. Acerca disto, afirmou ser necessário «considerar o conjunto de teses como um todo, de não simplificar o que é complexo». Pois «isolar uma tese de outras conduz inevitavelmente à distorção do que é proposto».
Em primeiro lugar, a matriz e ponto de partida é o «nosso Programa de uma democracia avançada que o Comité Central considerou não alterar». Em segundo, prosseguiu, «não há alternativa sólida sem o reforço do PCP». Em terceiro lugar, «não se pode encetar o caminho da alternativa sem a ruptura com esta política de desastre».
Face a isto, há que reconhecer «que forças sociais e políticas se identificam com esta necessidade premente». Tal identificação, garante, «é que conduz à convergência e, a partir daí, realizar não um acto mas encetar um processo de construção da alternativa de esquerda». Confessando não existir o «desenho a régua e esquadro», deixou uma convicção: «a alternativa estará tanto mais próxima e será tanto mais possível se existir o reforço político, social e eleitoral do PCP.»
Para quem «está à espera do Congresso do Partido», Jerónimo de Sousa afirmou: «não esperem! Lutem contra esta política.» Porque a ruptura e a convergência «vai-se fazendo na luta concreta».